segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Uma dor que desatina"



É meu costume mistificar as palavras para fazer qualquer confissão 
Dessa vez eu quero falar, de forma natural e simples. 
Como a dor que eu sinto. 
A vida agora deu-nos a distância 
Dois aviões em rotas diferentes na existência 
Lembro que eramos amantes, amigos e irmãos 
Mas de repente o fim mais desagradável. 
Evite o banal "I'm sorry ' piedade nunca foi o meu forte. 
É justa minha dor, claro que dói. 
Chego a pensar na existência duvidosa de Deus. 
Ah, sim! 
Como ele pode ser tão injusto? 
Chame de blasfêmia,chame do que quiser 
Eu chamo de injustiça 
Me deixar sem recurso ou direito de resposta 
Em face da tal condenação
Mas não ouçam a verdade de uma "poeta" decadente, 
Impotente diante do monstro de uma recusa, 
Aquela que sempre sofreu, e "nunca mereceu"! 
A que desperdiçava seu tempo com: 
"Não pare de rezar, 
Não deixe nunca de sorrir, 
Não pare nunca de acreditar que a vida vale a pena, 
Que se Deus a tinha feito, 
Como ele não a amava o suficiente"
Agora eu imploro minha alegria:
Não acredite mais neles. 

2 comentários:

  1. Dolorida historia moça. Bom pra caramba.

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  2. Muito bonito é oque eu sinto hoje. Me ganhou como seguidor dona Maria.

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